quinta-feira, 30 de julho de 2009

ÓCULOS TÁTICOS




Os óculos táticos, que ora são utilizados pelos mais diversos grupos de operações especiais no mundo, tem sua origem na face dos componentes de viaturas blindadas na 2ª Guerra Mundial, principalmente na África do Norte, onde se realizaram memoráveis combates entre as divisões Panzer alemães e o corpo de blindados do Exército Britânico. Naquela época o óculos tinha como princípio proteger os olhos dos tripulantes, principalmente o Comandante e o motorista, dos fortes ventos de areia.

Também na 2ª Guerra Mundial, os americanos que serviam nas tropas aerotransportadas, eram servidos de óculos, para a realização de saltos de combate. Já na Guerra do Vietnã, ficou célebre a imagem de Rangers do 75º Batalhão, utilizando-se de óculos durante a incursão da prisão de Son Tay para a libertação de prisioneiros de guerra (POW). A adoção do óculos por essa tropa deveu-se ao efeito causado pela rotação das hélices no solo, o qual poderia lançar pequenos objetos ou plantas em direção aos comandos, dificultando a visualização das áreas de responsabilidade de cada um.

Quando da criação dos grupos antiterroristas, não havia idéia da utilização de capacetes e óculos. O pensamento era a utilização de gorros e máscaras contra gás. Talvez o GSG-9 alemão tenha sido a primeira unidade tática a utilizar o capacete como forma de proteção balística e contra impactos. Na seqüência outras unidades antiterror também começaram a adotar o capacete. Com o uso do capacete verificou-se que a cabeça do atirador estaria protegida, mas sua face não. Para isso foi idealizada a viseira balística, e neste mister saíram na frente, para utilização, os operadores táticos do GIGN Francês.

Entretanto, como há sempre vantagens e desvantagens na utilização de determinados equipamentos, observou-se que a viseira, apesar de oferecer proteção balística, possuía certos inconvenientes:

1 – Caso o operador esteja utilizando arma dotada de coronha, o enquadramento alça-massa, ficará prejudicado.

2 – Mesmo quando não seja necessário o enquadramento alça-massa (tiro tático) - a viseira, ainda assim atrapalhará o uso da arma portátil (dotada de coronha).

3 – Em situação de entrada furtiva, a viseira poderá provocar um arrasto, ou pancada, pela sua base, na coronha da arma, provocando ruídos.

4 – Em determinadas situações táticas, em espaços confinados e em necessária transposição de obstáculos, a viseira provoca deslocamento de peso, para frente ou para trás, forçando o operador a realizar um esforço contrário de contra-peso.

Observando-se tais inconvenientes, integrantes das unidades táticas começaram a utilizar óculos, próprios para a prática de tiros, com o objetivo de proteger os olhos contra a ejeção de estojos de arma semi-automáticas, possíveis estilhaços de granadas, contra onda de choque e estilhaços do resultado de arrombamento com explosivos, etc.

Contudo o óculos de tiro não permitia a mobilidade necessária ao operador tático, sendo idealizado, portanto o uso de um óculos que possuísse tiras elásticas, similares aos utilizados pelos esquiadores, na neve. Dessa forma quando não em uso os óculos poderiam ser posicionados na região frontal, superior do capacete.

Atualmente o uso de óculos táticos por integrantes de Unidades de Operações Especiais deixou de ser apenas modismo, constituindo-se sobremaneira como um ítem de segurança do conjunto de equipamentos, e com a evolução tecnologia, já se encontram em fase de produção, óculos táticos com certa proteção balística.

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