quinta-feira, 30 de julho de 2009

Após analisar alguns treinamentos executados na 1ª CIOE e em outras organizações policiais e escolas táticas, verificamos que cada vez mais deve haver flexibilidade por parte dos operadores táticos, em face de situações de emprego. Na verdade os princípios básicos de ações táticas ou da própria dinâmica do assalto continuam sendo os mesmos: objetividade, segurança, surpresa, velocidade e ação vigorosa (ou ação de choque).

Observamos que algumas táticas (técnicas) são por demais restritas, só sendo empregadas dentro de um ponto de vista ideal (na área de treinamento), de forma que são adequadas para iniciantes em grupo táticos. Claro que, havendo uma doutrina já estabelecida fica fácil de se adeqüar a realidade operacional. Como exemplo, podemos citar o uso do escudo: dentro do contexto doutrinário, o escudo será utilizado para dar proteção a um grupo de entrada quando de um assalto tático. A discussão começa quando somos colocados diante de situações hipotéticas de uma operação: O escudo deve adentrar em todos os cômodos quando há corredores ou uma via principal dentro de uma edificação? Havendo um homem ponta, este será suficiente para dar segurança ao grupo que está a sua retaguarda, sem o uso do escudo? A edificação por seus cômodos permite a utilização do escudo em todas as situações? O que deve ser prioritário a proteção individual ou do grupo quando da utilização do escudo?

Estas são questões de cunho tático que devem ser analisadas “no local da operação” pois necessitam de um dado essencial para a tomada de decisão: INFORMAÇÃO. De posse das informações o Comandante da ação, os líderes de grupo e o próprio grupo podem decidir qual a melhor maneira de executar uma ação no objetivo.

Contudo, para que se tome a decisão mais adequada para o uso desta ou daquela tática, é precípuo que os operadores táticos, tenham consciência da importância do treinamento tático constante. Assim, familiarizados com as diversas possibilidades táticas, o operador poderá agir de forma mais natural e flexível no momento da ação.

Devemos compreender que não há fórmula para todas as situações táticas; seja para cumprir um mandado de prisão ou resgate de reféns. Entretanto há que se entender que mesmo apto individualmente o operador tático trabalha em grupo ou grupos, e nesse aspecto também se verifica a importância do treinamento constante, pois possibilita a interação e integração dos componentes da equipe.

Observamos, como hoje se torna fácil realizar um curso tático. Qualquer um, do caçador de brevet até o mais interessado dos policiais tem acesso as mais diferentes escolas táticas. Basta, contudo dispor de uma certa soma em dinheiro para financiar o pagamento do curso, passagem aérea, hospedagem e alimentação. Todavia o conhecimento tático individualizado não bastará para integrar um grupo de ação tática. O indivíduo não faz a ação sozinho, é necessário, pois um “grupo” coeso, estruturado e treinado (muito treinado).






NUMCA EM TEMPO ALGUM MESMO NO TEMPO DE AQUILES, NEHUMA GUERRA OU BATALHA FOI GANHA POR UM SÓ HOMEM. ATÉ O MAIOR DOS GENERAIS DEVE SUA VITÓRIA AO GRUPO DE HOMENS QUE LIDERA, E ESTES POR SUA VEZ SÓ SERÃO BEM SUCEDIDOS SE ESTIVEREM PREPARADOS

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